Criança afastada dos pais volta ao BR
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O menino Edygleison Martins dos Santos, de 3 anos, retornou ao Brasil, esta semana, depois de ficar mais de um ano afastado dos pais, na cidade de Grimsby, na Inglaterra. Ele chegou, em Londrina, acompanhado de um familiar, na última terça-feira, e depois de reencontrar o pai Roberson Tavares dos Santos e a madrasta Flavia Aline Macedo Boreski, seguiu viagem para Curitiba, onde passou por uma série de exames no Hospital de Clínicas (HC). Os pais e o menino devem voltar, hoje, para Umuarama, onde moram.
Edygleison foi afastado da família, em setembro do ano passado, por determinação das autoridades britânicas, que suspeitaram de que ele estaria sendo vítima de maus-tratos. O menino tem uma doença incomum -a Síndrome Wiskott Aldrich-, que provoca hematomas e sangramentos, e precisou receber atendimento médico na Inglaterra. Foi quando surgiu a suspeita, que resultou em um mandado de prisão contra os pais. Santos e Flavia, que estavam ilegalmente naquele país, voltaram ao Brasil e Edygleison foi deixado sob a guarda de uma família inglesa. Apenas a avó paterna, que mora legalmente na Inglaterra, tinha autorização para visitar o neto.
A médica hematologista do Serviço de Transplante de Medula Óssea do HC, Daniela Setubal, que atendeu Edygleison, disse que foi coletado material para os exames clínicos necessários e iniciada a busca de um doador. O transplante de medula óssea é a única chance de cura. A doença de Edygleison, explicou ela, é genética e se caracteriza pela diminuição da contagem de plaquetas e aumento da incidência de infecções. ''Ele está bem. Ele estava sendo bem acompanhado na Inglaterra e recebendo remédios para prevenir infecção'', afirmou.
A médica Carmem Bonfim -que está em licença do HC por problemas de saúde- é quem estava em contato com a equipe médica que assistia Edygleison na Inglaterra. Segundo Daniela, sua colega deverá continuar acompanhando o menino, que voltará a Curitiba para avaliações periódicas, em intervalos de 15 a 20 dias, até que seja realizado o transplante de medula.


