Ney de Souza





ExpectativaJosé Edimar da Silva, da Associação de Helicultores, mostra criação em Foz. Os criadores forneceriam inicialmente três toneladas por mês do produto limpo. Com a construção de um abatedouro próprio, cerca de 8 toneladas poderão ser exportadas mensalmente.





Os criadores de escargot do Oeste paranaense querem conquistar o mercado internacional e estão buscando parceiros entre os países do Mercosul e da Europa. A Associação dos Helicultores está mantendo contatos com países como a França, a Suíça e o Paraguai para exportar o produto.
Os contatos iniciais estão sendo feitos através de consulados e Secretaria Estadual de Indústria e Comércio. A associação está buscando também parcerias com empresas internacionais para viabilizar a construção de abatedouros na região.
De acordo com o presidente da associação, José Edimar da Silva, uma amostra de 20 quilos do escargot produzido em Foz do Iguaçu será mandada para a França nos próximos dias. Uma empresa irá avaliar a qualidade do produto produzido aqui. ‘‘Esse é um grande passo para concretizar a exportação do escargot’’, afirmou.
A expectativa de Edimar é que o Paraguai se torne um dos principais importadores do molusco. Além dos franceses, o escargot é apreciado principalmente pelos chineses e coreanos. Só a colônia chinesa em Ciudad del Este tem aproximadamente 6 mil integrantes.
Os criadores de escargot apostam no mercado externo para absorver a produção da região que, inicialmente poderia fornecer três toneladas por mês do produto limpo. Com a construção do abatedouro próprio, cerca de 8 toneladas poderão ser exportadas mensalmente.
Para facilitar o apoio do governo do estado, a associação pretende cadastrar todos os criadores da região e calcular a produção para garantir a comercialização. Essas informações farão parte de um projeto que será entregue à secretaria de Indústria e Comércio. Segundo estimativas da associação, atualmente a região conta com 1.500 criadores.
Com a viabilização da exportação, os criadores da região poderão continuar investindo na atividade, que nos últimos meses desanimou muitos deles. Sem ter como vender a produção, os galpões ficaram lotados e parte da produção se transformou em ração para porcos.
Os escargots produzidos no Oeste do Paraná são das espécies acnatina fulica e gros gris. O molusco está pronto para o abate quando atinge 25 gramas. O preço do quilo do produto limpo e embalado é vendido no mercado por R$ 10,00.

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