Brasília, DF- O Congresso e ONGs ligadas ao movimento pelo desarmamento lançaram ontem a Frente Parlamentar por um Brasil sem Armas. O objetivo é pressionar a Câmara a aprovar o mais rapidamente possível o projeto de decreto que regulamenta a proposta de referendo popular no qual os brasileiros opinarão sobre a proibição de venda de armas e munições no País. A consulta popular está marcada para dia 2 de outubro.
A frente é formada por nove deputados e nove senadores, entre eles o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL). O senador anunciou que uma campanha publicitária da Frente Brasil sem Armas será veiculada em parte do horário gratuito reservado aos partidos políticos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas redes de rádio e televisão.
''A frente é importante para dar sequência à mobilização pelo fim da venda de armas no País. Com a frente parlamentar poderemos contribuir para a aprovação do decreto na Câmara. Além disso, vamos coordenar uma campanha de mobilização em torno do referendo'', disse Calheiros.
A dirigente do Centro Brasileiro de Defesa da Cidadania Cristina Leonardo estava ontem no lançamento da frente, no gabinete do presidente do Senado, e disse de que as ONGs esperam que o decreto legislativo seja aprovado em duas semanas pelos deputados.
Além de Renan, integram a frente os senadores Luiz Otávio (PMDB-PA), César Borges (PFL-BA), Demóstenes Torres (PFL-GO), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Arthur Virgílio (PSDB-AM), Aloizio Mercadante (PT-SP), Valmir Amaral (PP-DF), Patrícia Saboya Gomes (PPS-CE), e os deputados Raul Jungmann (PPS-PE), Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), João Paulo Cunha (PT-SP), Maria Lúcia Cardoso (PMDB-MG), Alberto Goldman (PSDB-SP), Jorge Gomes (PSB-PE), ACM Neto (PFL-BA), Fernando Gabeira (PV-RJ) e João Fontes (PDT-SE).

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