Criada associação para cuidar do Lago Igapó
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sábado, 25 de maio de 2013
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Londrina - Foi oficializada ontem a criação da Associação dos Amigos do Lago Igapó 1 que, de acordo com seu estatuto, tem por objetivo traçar medidas de proteção ambiental, promover controle permanente das águas, incentivar o esporte, cultura e ainda acompanhar toda e qualquer ação no local. Formada essencialmente por um grupo de moradores do entorno do lago, a primeira reunião ordinária da entidade teve a participação dos membros da Diretoria, do Conselho, da Secretaria do Meio Ambiente e do prefeito Alexandre Kireeff.
Segundo o presidente da associação, Flávio Antonio Meneghetti, uma das primeiras questões a serem discutidas pelo grupo é o Código Ambiental do município, que dentre várias frentes, prevê a retomada de 30 metros, no entorno do lago, pelo Executivo. "Temos o direito adquirido dos imóveis; é um dispositivo do projeto sem cabimento. Além disso, não é uma prioridade e iria onerar o município com a desapropriação", disse.
Por sua vez, Kireeff adiantou que o município começa a atuar o quanto antes em dois aspectos: desassoreamento e ações preventivas no lago. "O novo projeto de zoneamento, por exemplo, já foi concluído e deverá passar por audiências públicas e debates para, então, ser encaminhado à Câmara de Vereadores." O documento, de acordo com ele, foi feito com base no resgate das Conferências realizadas, já que o antigo teve interferência e modificação direta do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul). Outros temas também estão em discussão, como o plano de saneamento da cidade, necessário para a municipalização do serviço.
Na reunião, o secretário do meio ambiente Cleuber Brito revelou que o Governo do Estado contratou uma empresa de Curitiba, por meio de licitação, para realizar um diagnóstico no lago acerca do assoreamento. "O estudo deve começar ainda essa semana para que seja feito um rastreamento dos lagos e uma sondagem para levantar o volume de sedimentação. Vamos aproveitar essa oportunidade para que o estudo vá além das consequências, mas entender o funcionamento da bacia e identificar onde os problemas que causam o assoreamento."


