Criação de CPI do Judiciário dependerá de partidos
Brasília, 25 (AE) - Depois que for publicado no "Diário do Congresso" o requerimento em que o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), propõe a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) sobre o Poder Judiciário
a instalação dela dependerá dos partidos políticos. Cada partido terá de indicar os senadores que o representarão nessa CPI. Se um único partido não indicar os representantes, a CPI não poderá ser instalada - fato que aconteceu outras vezes no Congresso. A proposta de Magalhães, cujo requerimento recebeu assinaturas de 49 senadores (22 a mais do que as 27 necessárias)
pode estar ameaçada pelo presidente nacional do PMDB e líder do partido no Senado, Jáder Barbalho (PA). Ele condiciou o apoio do PMDB à CPI do Judiciário à criação também das CPIs das Empreiteiras e do Sistema Financeiro. Com isso, o sucesso da proposta de Magalhães dependerá a gora da capacidade de Barbalho de determinar o rumo da bancada do PMDB no Senado. Magalhães afirmou, agora à tarde, que considera boa a proposta de Barbalho
mas destacou que três CPIs não podem ser discutidas ao mesmo. "Nós temos de compatibilizsar os horários para não paralisar o Senado Federal", observou. Segundo Magalhães, se não forem suficientes os 120 dias estipulados como prazo para a CPI do Judiciário concluir os trabalhos, esse tempo será prorrogado.





