Criação de Corregedoria e código de ética divide vereadores de SP
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terça-feira, 08 de fevereiro de 2000
Por Marcus Lopes 
São Paulo, 08 (AE) - A proposta de criação da Corregedoria da Câmara Municipal e de um código de ética para os vereadores está provocando polêmica na Câmara. Hoje, os parlamentares não entraram em um acordo para a votação do projeto, que deve ser analisado novamente na sessão de amanhã (09).
A Corregedoria e o código de ética foi aprovado em primeira votação em agosto do ano passado. A idéia era dar uma resposta à opinião pública sobre as denúncias que surgiram após o início das investigações da máfia dos fiscais. Hoje foi apreciado um substitutivo elaborado pelo vereador Wadih Mutran (PPB), que apresenta diferenças.
Uma das diferenças refere-se à composição da Corregedoria. No projeto original, elaborado por vereadores da oposição, ela seria composta pelos membros da Mesa Diretora da Câmara. Pela proposta de Mutran, são 11 integrantes, escolhidos de acordo com a representação proporcional de cada partido na Câmara. A sessão foi suspensa no meio para que os parlamentares pudessem discutir o assunto.
A principal discussão é se os vereadores que já estão sendo investigados pela Polícia Civil e Ministério Público Estadual (MPE) também seriam analisados pela nova Corregedoria. Segundo um vereador que não quis se identificar, parlamentares que já respondem a inquéritos na polícia querem que apenas novas acusações sejam analisadas pela Corregedoria e os parlamentares enquadrados no futuro código de ética.


