Agência Estado
De Brasília
O presidente do Conselho Regional de Farmácia (CRF) do Distrito Federal, Antônio Barbosa da Silva, vai propor à CPI dos Medicamentos, em depoimento na quarta-feira, uma investigação detalhada sobre as justificativas de aumento de preço de remédios expedidas pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), do Ministério da Fazenda. Apesar de não haver controle de preços de remédios no País, há um acordo entre laboratórios e o governo que prevê a chancela da Seae para todo reajuste solicitado pela indústria farmacêutica.
Silva também entregará à CPI um dossiê sobre os preços de medicamentos no País. Segundo levantamento do CRF/DF, os remédios tiveram aumento entre 30% e 35% neste ano, enquanto o custo das matérias-primas sofreram redução de 40%. Além da investigação sobre a Seae, Silva vai sugerir à CPI dos Medicamentos a criação, pelo governo, de mecanismos de controle sobre a distribuição dos remédios no País. Segundo ele, a falta de controle nessa área também contribui para o aumento de preços dos remédios.
Silva é favorável à volta do controle de preços de medicamentos. Estudos feitos pelo Conselho do DF mostram que matérias-primas de antibiótico, antiinflamatórios, remédios contra úlcera, entre outras substâncias à base de ampicilina, azitromicina, ranitrinina e diclofenaco, tiveram redução média de custo de 40% no exterior. Apesar disso, os remédios continuaram aumentando no Brasil.

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