Brasília, 10 (AE) - O diretor indicado para a área de dívidas estaduais do Banco Central, Carlos Eduardo de Freitas, disse que a retomada do crescimento econômico depende agora da contenção de gastos de estados e municípios. Segundo Freitas, prefeituras e governos estaduais já superam R$ 200 bilhões em dívidas, perto de 20% do Produto Interno Bruto (PIB).
Durante exposição em sua sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, ele explicou que a recuperação do dinamismo econômico na próxima década requer do País uma poupança pública de 4% a 5% do PIB. Como a carga tributária já está elevada, argumentou, essa poupança deve ser obtida com o redução das despesas públicas em todas as esferas.
Como obstáculo ao objetivo de gerar poupança interna, Freitas destacou as demandas reprimidas, os investimentos inadiáveis que precisam ser feitos pelo Estado e o engessamento das despesas públicas. Neste processo, ele destacou a importância dos estados e municípios, alertando que podem haver débitos não dimensionados nesse setor.
Do total dessas dívidas, 62% estão em mãos da União e 20% em mãos de bancos públicos, principalmente federais. "Essa dependência do governo federal é desaconselhada pelo princípio federativo e desestimula a administração financeira por parte dos devedores", afirmou.

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