Frankfurt, 04 (AE-AP) - As previsões de um euro ressurgente tiveram um grande impulso nesta terça-feira (04), quando um influente instituto de estudos econômicos divulgar a previsão para o ano 2000 de um crescimento de 3% nos países que utilizam a moeda.
Apenas um dia antes que o DIW divulgasse os números, o presidente do Banco Central Europeu, Wim Duisenberg, disse que a economia européia ajudaria a escorar a fraca moeda, que, há um ano, foi lançada para valer US$ 1,17 e que agora caiu para a marca de menos de um dólar no início de dezembro.
Repercutindo as palavras de Duisenberg, o DIW disse que a fraqueza do euro "não é dramática" e observou que ajudou a estimular as exportações, a chave para o crescimento dos 11 países da União Européia que fazem uso do euro.
O instituto também previu que a inflação terá um apenas um ligeiro aumento em 2000, com a estabilização dos preços do petróleo e com o euro preparando uma retomada.
No início do ano passado, a DIW previu para 1999 um crescimento de 1,9% do PIB na zona do euro, enquanto o crescimento real chegou a aproximadamente 2,1%. "Pode levar algum tempo, mas vai ficar cada vez mais evidente que a economia está se recuperando, não somente na área do euro como também na Alemanha", disse Petra Koehler, uma economista do Banco Dresdner.
Ela disse que o consumo privado e a criação de empregos estão estimulando a economia na zona do euro, citando a Itália, Espanha e França como áreas de visível melhoria. A taxa de desemprego da França caiu para 10,8% em novembro, caindo para menos de 11% pela primeira vez desde meados de 1998.
Koehler disse que a perspectiva geral para o crescimento econômico significa que o euro poderá ter um movimento ascendente nesta primavera e previu que subirá para um valor entre US$ 1,15 e US$ 1,20 no final do ano. Na última terça-feira
a moeda valia 1,0305 em relação ao dólar.
A Alemanha, que responde por cerca de 32% da economia na zona do euro, permanece sendo o eixo central de uma retomada européia. O DIW observou que a perspectiva para o crescimento da Alemanha, previsto para 2,4%, é menos favorável que em outras regiões do euro porque a demanda interna na Alemanha é relativamente fraca.
Mas esta economia impulsionada pela exportação ainda tem espaço para se beneficiar do euro desvalorizado, o que torna as mercadorias alemãs mais baratas no exterior.
Petra Koehler permanece otimista em relação às perspectivas de crescimento da Alemanha, citando medidas recentes como a reforma tributária e a melhoria do mercado de empregos. Ela previu que o crescimento deve atingir 2,7%.
O DIW disse que se espera que o número de desempregados na Alemanha diminua em 200.000 pessoas, caindo da média de 4,1 milhões de desempregados em 1999 para 3,9 milhões este ano.
Entretanto, o DIW justificou sua previsão dizendo que o declínio no índice de desemprego da Alemanha este ano, dos 10,2% no ano passado para 9,8% este ano, será provocado primordialmente por fatores demográficos em vez de motivado por um maior impulso na economia.

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