Rio, 8 (AE) - O responsável pelo cálculo do PIB no IBGE, o economista Roberto Olinto, disse ser pouco provável que este ano haja aumento de 4% do produto interno bruto, como prevê o governo federal. "Se você pegar a tendência, para chegar a 4%, teria que haver alguns fatores extraordinários, como um belo aumento das exportações", disse Olinto.
"Com as perspectivas que se tem, devido à política de metas de inflação, pode se mexer pouco nas taxas de juros e não sei se vai haver espaço para 4%", afirmou. Ele lembrou que a agropecuária, que vem tendo um grande crescimento, não deve manter esse ritmo, apesar de a atividade continuar elevada. Olinto afirmou que, considera mais razoável para o início deste ano, uma previsão de crescimento de 3% do PIB, mas mesmo esse número terá que ser revisto no meio do ano, afirmou. Na avaliação do economista, o aumento de 0,82% do PIB é o desempenho de uma " economia que não cresceu". No entanto, lembrou que o resultado é bem melhor do que havia sido previsto. Em 1988, o PIB cresceu 0,05%, a preços básicos. A preços de mercado, o que inclui a incidência dos impostos, a variação do PIB em 1998 foi negativa em 0,12%. O cálculo do aumento do PIB divulgado hoje pelo IBGE considerou os preços básicos. O PIB de 99 a preços de mercado só saírá em julho.

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