São Paulo, 12 (AE) - O governador Mário Covas, disse agora há pouco que as vendas de veículos se aumentarem 25% a partir do acordo de redução do ICMS, será possível compensar a perda de arrecadação do Estado.
No ano passado disse Covas, a indústria automobilística gerou uma média mensal de R$ 200 milhões em impostos, mas o governador não quantificou a queda nessa arrecadação em 99. Na semana que vem Covas vai se reunir com diversos representantes de setores produtivos para definir pontos do que ele chamou de "agenda positiva", ou seja medidas para se potencializar a capacidade desses setores de gerar empregos. Durante seu discurso na assinatura com as montadoras Covas defendeu essa agenda como forma de não ficar apenas reclamando da críse e sim buscando soluções para amenizá-las. Segundo Covas isso não foi uma crítica ao governo federal, e sim uma sugestão. Na avaliação do governador, esté é o momento de se promover redução de juros
uma vez que a aprovação do CPMF já ocorreu.
Ele diz também que prevê o segundo semestre bem melhor do que o primeiro, com a estabilização do dólar e, no caso do governo paulista, com o leilão da Comgás. "Já é possível sentir que as coisas estão menos agudas " afirmou. Ele criticou a idéia de se indexar preços e salários.
"Se isso ocorrer, seja em que área for vai gerar uma espiral inflacionária" disse . Covas defendeu acordo entre empresas e funcionários para que haja reposição salarial sem indexação.
Covas disse também que não há informações mais detalhadas sobre as causas do blecaute de ontem à noite, que deixou Estados e a região sul e sudeste sem energia elétrica. O governador não quis comentar os efeitos do blecaute na cidade. "Nessas horas vira tudo um caos. Não tem jeito". Perguntado se esse blecaute prejudicaria a imagem de empresas do setor elétrico, que ainda serão privatizadas, Covas respondeu que o blecaute foi um fato isolado e que poderia ter ocorrido na área pública ou privada.

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