São Paulo, 12 (AE) - O crescimento acelerado dos serviços de telefonia celular contribui para a expansão de um mercado suplementar. São os fabricantes de acessórios de telefones, que chegam para concorrer com um comércio incipiente, mas de dimensões expressivas, de produtos contrabandeados. Esses fabricantes contam, pelo menos, com um atalho para negociar a produção: as próprias operadoras, que colocam suas marcas nos produtos previamente testados, e as indústrias de telefones celulares, que terceirizam a produção de baterias, carregadores e viva-voz.
Com isso, as marcas dessas indústrias raramente são conhecidas do consumidor. Nem essa é a pretensão de seus dirigentes, que preferem colocar as etiquetas dos clientes em seus produtos e negociar a produção em grandes volumes. Entre as empresas que chegam ao País atraídas pelo mercado nacional está a Superior Communications Products. A empresa americana, segundo informa, já investiu no País US$ 2,5 milhões, desde 1997. A empresa calcula que o mercado brasileiro corresponde a 10% do mercado mundial.
Para este ano, a empresa conta com recurso de marketing adicional, que está sendo negociado com algumas operadoras. Trata-se de um equipamento, o Speak Easy, que tem a função de liberar as mãos de quem usa o celular, e já tem autorização do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para ser usado em veículos, pelos motoristas.
O presidente da Superior, David Ostrowiak, disse que o produto oferece algumas vantagens sobre o viva-voz, como a privacidade no momento da comunicação e a ausência de eco. (I.D.A.)

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