Crescem indícios de erro do piloto em acidente de avião nos EUA
Little Rock, EUA, 03 (AE-AP) - Enquanto peritos da Junta Nacional de Segurança em Transporte (NTSB) intensificavam as investigações para determinar as causas do acidente com o avião MD-82 da American Airlines, que causou a morte de nove pessoas na madrugada de quarta-feira, cresciam os indícios de que houve erro do piloto. O avião, que fazia o vôo 1420, com 145 pessoas a bordo, deslizou pela pista do aeroporto de Little Rock, partiu-se em três pedaços e incendiou-se quando o piloto tentou aterrissar em meio a uma tempestade de granizo. O acidente deixou ainda mais de 80 feridos, 7 dos quais se encontravam hoje (03) em estado crítico.
Os investigadores da NTSB querem saber exatamente em que grau o piloto foi informado pela torre das condições meteorológicas - o que as duas caixas-pretas recuperadas intactas devem esclarecer -, mas testemunhas disseram que os controladores passaram à tripulação do MD-82 os dados sobre a tempestade. Rajadas de vento de até 120 quilômetros por hora foram detectadas pela torre no momento do acidente.
"Foi uma combinação de erro humano com péssimas condições climáticas", disse um dos passageiros sobreviventes, Richard Klamm, que viajava na primeira classe. "Ele deveria ter pousado em outro aeroporto."
Ao tocar no solo encharcado e cheio de granizo, o avião começou a deslizar lateralmente e a partir-se. Um incêndio começou enquanto o MD-82 rodopiava pela grama ao lado da pista e se chocava com os suportes de aço das torres de iluminação do aeroporto.
O chefe dos pilotos da American Airlines, Cecil Ewell, afirmou que não recomenda aterrissagens com velocidade do vento superior a de 90 quilômetros por hora. Os peritos da NTSB esperam a autorização dos médicos para interrogar o co-piloto Michael Origel para saber o que motivou o piloto a tentar o pouso.





