Curitiba - O total das apreensões de mercadorias eletrônicas no Paraná somou US$ 23.618.426 em 2011, bem acima dos US$ 5.910.019 registrados no ano anterior, uma alta de 299%. Os dados foram divulgados pela Receita Federal.
Esse crescimento significativo, segundo o superintendente-substituto da Receita Federal na 9 Região Fiscal, Sérgio Gomes Nunes, se deve à grande demanda desses produtos no mercado interno.
''Os contrabandistas vão se ajustando conforme a procura pelas mercadorias. Já tivemos anos em que brinquedos e peças de informática estavam entre os produtos mais contrabandeados. Então varia muito a cada ano, mas se tem procura, a tendência é aumentar o transporte irregular de determinado produto'', explica.
No geral, o valor das mercadorias irregulares apreendidas no Paraná em 2011 cresceu 19,8% em relação ao ano anterior. Entre janeiro e dezembro do ano passado, as apreensões totalizaram US$ 199.866.463, superando o registrado em 2010, que foi de US$ 166.838.060.
Além dos eletrônicos, as principais mercadorias apreendidas foram bebidas, cigarros e veículos. Destaca-se também a apreensão de 551.337 unidades e 46 litros de medicamentos (frascos, cartelas e outras embalagens).
''As apreensões de eletrônicos cresceram muito, mas também podemos destacar os veículos que foram retidos não somente por causa dos produtos que encontramos no interior deles, mas também porque tiramos de circulação um instrumento do contrabando'', ressalta Nunes.
Segundo os números da Receita, os valores das apreensões de bebidas cresceram 55,2% no Paraná no ano passado. O volume chegou a US$ 379.730 em 2010 e passou para US$ 589.335 em 2011.
Por outro lado, os valores de brinquedos e armas e munições apresentaram queda. Em relação aos brinquedos, a queda foi de 58% - de US$ 10.601.404 em 2010 para US$ 4.446.581 no ano passado. Já em relação a armas e munições, de um ano para outro o total passou de US$ 93.817 para US$ 36.720 em 2011 - diminuição de 60,8%.
O superintendente-substituto destaca que o crescimento de 19% nas apreensões da Receita em 2011 também se deve às ações conjuntas desenvolvidas em parceria com outros órgãos. ''O fluxo de contrabando é grande, mas claro que qualquer ponto positivo deve ser comemorado. Estamos tentanto fechar as brechas para reduzir esse tipo de crime'', finaliza Nunes.(R.C.J.)

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