Agência Estado
De Brasília
O universitário brasileiro está envelhecendo. A participação dos jovens de até 24 anos no Exame Nacional de Cursos, o Provão, caiu de 53% em 1997 para 49,1% este ano. Por outro lado, aumenta a participação das pessoas de 25 a 29 anos, que passou de 25,9% para 28,4% no mesmo período.
A participação dos estudantes de 30 a 34 anos também aumentou, nesse período, de 10,3% para 10,6%. Assim como a das pessoas na faixa dos 35 anos, cuja presença cresceu de 10,9% para 11,8%. O contingente dos alunos com mais de 25 anos é mais expressivo nos cursos de Economia (65,3%), Matemática (63,8%), Letras (61,4%) e Engenharia Mecânica (57%). Os estudantes com 30 anos ou mais continuam com presença importante nos cursos de Matemática (35,3%), Letras (34,9%) e Economia (25,3%). A novidade fica por conta do curso de Direito (27,7%).
Para Tancredo Maia Filho, coordenador do Provão, a maior participação de estudantes mais velhos em Matemática e Letras é um indício de que os professores do País estão ‘‘procurando melhorar sua qualificação’’. Na média, a maior parte dos 160 mil alunos submetidos ao Provão estudou em escolas privadas, possui renda familiar superior a R$ 1.301 mensais e tem pais com ensino médio ou superior completo. O cruzamento entre a faixa etária e a renda mensal dos universitários mostra que os estudantes dos cursos mais elitizados são os mais jovens.

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