Cresce o número de famílias morando em favelas e cortiços
São Paulo, 27 (AE) - Em 1998, 9,1% das famílias da Grande São Paulo moravam em favelas e 5%, em cortiços. Os dados, tirados da última Pesquisa de Condições de Vida da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), revelam aumento de
respectivamente, 2,9 e 0,4 pontos porcentuais na comparação com 1994.
A Secretaria Municipal da Habitação trabalha com estimativas mais antigas, de pesquisas realizadas em 1994 pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), ligada à Universidade de São Paulo (USP). Elas indicaram que 1,902 milhão de paulistanos viviam em favelas e 600 mil, ou 22 mil famílias, moravam em cortiços.
Quanto à população de cortiços, a Fipe fez uma atualização, por amostragem, em 1997. Os pesquisadores selecionaram alguns pontos da região central e cruzaram os dados com os da pesquisa anterior. A comparação indicou que os números permaneciam estáveis.
Ao contrário do que se possa imaginar, essa estabilidade pode indicar uma piora das condições de vida da população. "Com o aumento do desemprego, fica cada vez mais difícil pagar de R$ 150,00 a R$ 300,00 por um quarto de cortiço, que é o preço cobrado na região central", diz a coordenadora da União de Movimentos por Moradia (UMM), Evaniza Rodrigues. Maior entidade de sem-teto da capital, a UMM representa hoje de 10 a 15 mil pessoas.





