Londrina – Escolhida para receber a primeira e até agora única Unidade Paraná Seguro (UPS) de Londrina, a zona sul da cidade registrou oito homicídios até o início da noite de ontem. No mesmo período de 2012, seis assassinatos foram registrados na área.
A UPS foi implantada em dezembro do ano passado na Rodovia João Alves Rocha Loures, no Jardim União da Vitória. No bairro, um dos mais populosos da cidade, o número de mortes violentas caiu. Foram três homicídios em 2012 e dois no mesmo período deste ano.
A violência, no entanto, não é exclusividade da zona sul. Até ontem, 33 assassinatos foram registrados em Londrina. Quatro das vítimas eram mulheres. Um balanço dos crimes aponta que 15 vítimas tinham entre 18 e 25 anos (45,5%). O horário em que mais se mata na cidade é entre 18 horas e meia-noite. E a motivação, em grande parte dos crimes, é o envolvimento com as drogas.
A reportagem do NossoDia teve acesso aos dados da Polícia Civil, que mostram ainda que 22 assassinatos foram esclarecidos, inclusive, com os envolvidos identificados ou atrás das grades. "Dos outros dez que ainda restam não temos provas suficientes para apontar os autores e pedir as prisões", adiantou Cláudio Santana, superintendente da Delegacia de Homicídios.
Os dados indicam ainda que o dia mais violento da semana tem sido o domingo. "Dos 33 assassinatos de 2013, oito ocorreram neste dia. Sábado já tem sete. Juntando os dois, chegamos a quase um terço do total", observa
Em 2013, a vítima mais jovem tinha 12 anos. Foi no dia 3 de maio, no Jardim Monte Cristo, zona leste. Baleado, o garoto ainda foi socorrido, mas morreu na Santa Casa. De acordo com Santana, além do garoto, seis jovens morreram na região leste vítimas de uma guerra entre grupos ligados ao tráfico de drogas. As seis vítimas dessa guerra não chegam aos 21 anos.
"A disputa começou porque alguns grupos passaram a perder o comando do tráfico de drogas na região. Isso se iniciou em 2012, mas só agora é que apareceram as consequências", acrescentou. Santana comenta também sobre a participação dos mais jovens na criminalidade. "Iniciam a cada dia mais cedo", lamenta. Segundo ele, muitos são usados pelos adultos devido à "suposta impunidade que beneficia" os menores de idade.
Em relação ao aumento dos homicídios na zona sul, o capitão capitão Nelson Villa, porta-voz da PM, salienta que a área de abrangência da UPS atende apenas o União da Vitória e bairros anexos. Ele diz que a região sul é extensa, faz divisa com Cambé e acaba na outra extremidade da cidade.

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