Agência Estado
Do Rio e
Brasília
A Secretaria de Saúde Distrito Federal confirmou ontem mais seis casos de febre amarela na capital federal. Com isso, sobe para oito o número de casos confirmados da doença no DF. Além desses oito casos, outros 14 suspeitos estão sendo investigados pela Vigilância Epidemiológica do Distrito Federal. No Rio, subiu para quatro o número de casos suspeitos.
O secretário de Saúde, Jofran Frejat, explicou que os casos de Brasília são todos oriundos de Goiás, onde a febre amarela é endêmica. Frejat garante que, por enquanto, não há risco de reurbanização da doença. Segundo ele, a incidência da febre amarela está ocorrendo em função da migração de macacos, que são hospedeiros do vírus da doença transmitido pelo mosquito Haemagogus.
Z.F.S., de 38 anos, morador de Santa Cruz, na zona oeste do Rio, desde segunda-feira apresenta sintomas da doença: febre, dores no corpo e calafrios. Ele retornou recentemente de Rondônia. Hoje, a Secretaria Municipal de Saúde divulga o laudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sobre outros três casos suspeitos. Até agora, apenas um caso foi confirmado. As quatro pessoas estiveram em locais onde a febre amarela é endêmica. O homem de 63 anos estava passando férias em Cuiabá de férias e duas mulheres - uma de 64 anos e outra de 28 - estiveram em Goiás. Os dois primeiros moram em Jacarepaguá, na zona oeste, e a outra suposta vítima da doença, em Copacabana, na zona sul. O único caso confirmado foi o de uma menina, que também mora na zona oeste, e esteve na Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Ela passa bem.
Foi na Chapada que cinco turistas - vindos do Rio, São Paulo e Brasília - contraíram a febre amarela. Um deles morreu. Além das regiões Norte e Centro-Oeste, o Triângulo Mineiro e o Maranhão também são áreas de risco.
Técnicos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) estão caçando o mosquito Aedes aegypti, transmissor da febre amarela, nos bairros onde moram os supostos infectados. A vacinação contra a doença - indicada apenas para quem vai viajar para as áreas onde a doença é endêmica - está sendo mantida em 23 postos de saúde da cidade.

mockup