Cresce número de ausentes na primeira fase da UEL
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segunda-feira, 07 de dezembro de 2015
Viviani Costa<br> Reportagem Local
O índice de abstenções na primeira fase do vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL) foi maior que em 2014. Ao todo, 3.238 candidatos não compareceram aos locais de prova, o que corresponde a 14,84% do total de inscritos (21.815). No ano passado, a Coordenadoria de Processos Seletivos da UEL (Cops) registrou 1.853 ausências na primeira fase ou 8,57% do total de candidatos.
Os números foram divulgados pela coordenadora da Cops, Cristina Bulhões Simon. No entanto, os motivos ainda serão analisados. "Temos uma série de variáveis para avaliar. Acho que uma delas pode ser o tempo, o clima instável. Muita gente vem de fora [
] A gente precisaria ver quem é que faltou. Outra avaliação pode ser em decorrência de uma época digamos anormal para o nosso vestibular que, normalmente, ocorre no início de novembro", explicou. As datas do processo seletivo foram alteradas em razão da greve dos servidores da universidade. Com isso, a primeira fase do vestibular da UEL coincidiu com a realização da segunda fase do vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Segundo Cristina, a primeira fase da UEL ocorreu com tranquilidade e houve poucos candidatos atrasados. Uma hora antes do início da prova, o congestionamento nas proximidades do campus da UEL foi um teste preliminar para os nervos dos candidatos. Fiscais da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), policiais militares e servidores da universidade orientaram o fluxo de veículos. O acesso ao campus foi liberado apenas pela Avenida Castelo Branco. Aflitos com a lentidão, muitos estudantes preferiram seguir a pé. "A gente acaba passando raiva. Isso irrita e atrapalha. Imagina para quem é de fora e vem de ônibus?", questionou o vestibulando Leonardo Sanches, de 21 anos, candidato a uma das vagas para o curso de Educação Física.
A entrada nas salas de aula foi liberada a partir das 13h30. Caroline Ferreira, de 16, tentava controlar a ansiedade minutos antes da prova. "Nessa semana revisei os conteúdos. Espero ir bem na prova", contou a estudante de Campo Mourão que pretende cursar Arquitetura. "Não estudei, mas estou bem tranquilo", afirmou o operador de máquinas Jairo Oliveira. Bancário aposentado, o morador de Arapongas pretende agora cursar Filosofia. "Tenho uma paixão pelas ideias e pelos pensadores", revelou a caminho da sala de aula.
A ansiedade contagiou dezenas de pais de vestibulandos. "Não consegui dormir direito. Acho que 60% foi por causa do vestibular", confessou o engenheiro químico Luiz Antônio Berti ao lado da filha. "Ele até que disfarça bem. Já estou acostumada", disse a vestibulanda Carla Berti, de 18, que sonha em ser médica. Os dois vieram de Cianorte e Luiz acompanhou a filha até o último minuto na entrada da sala de aula. "Eu digo para a minha filha que se fosse fácil todo mundo iria passar. Não passar no vestibular não é o fim do mundo", reforça o pai da vestibulanda.
Além do campus da UEL, outras 21 escolas e instituições de ensino foram escolhidas como locais de prova. Detentos da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 1) e do Centro de Reintegração Social de Londrina (Creslon) também participaram do processo seletivo dentro das unidades. Em até quatro horas, os candidatos responderam a 60 questões de conhecimentos gerais que envolveram conteúdos das disciplinas de Artes, Biologia, Filosofia, Física, Geografia, História, Química, Sociologia e Matemática.
A UEL oferece 2.550 vagas em 54 cursos de graduação. A relação dos aprovados na primeira etapa será divulgada no dia 17 de dezembro. Dos 21,8 mil candidatos inscritos, aproximadamente, 9 mil devem participar da segunda fase do vestibular que será realizada nos dias 31 de janeiro e 1º e 2 de fevereiro. O resultado final será divulgado no dia 14 de março.