Cresce interesse por Roland Garros
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de maio de 1999
Por Chiquinho Leite Moreira 
Paris, 23 (AE) - O torneio de Roland Garros é um dos mais concorridos, também para a mídia. Este ano, a competição alcança 1.500 jornalistas credenciados. Do Brasil, o número então multiplicou-se com a chegada de Gustavo Kuerten às primeiras posições do ranking e com o título conquistado em 1997. Nem todos têm os mesmos privilégios. Não há lugar para os 1,5 mil em tribunas, mesas e salas de entrevistas. Por isso, a organização criou alguns tipos de credenciais para poder acomodar todo mundo, facilitando as condições para os meios mais tradicionais e importantes na competição.
Os pedidos de credenciamento chegam aos milhares e um dos primeiros critérios para aceitá-los é a tradição. Há mais de dez anos, exatamente em 1986, o Brasil iniciou sua história jornalística no torneio. O pedido de credencial exigiu esforços. Mas tinha uma razão para isso, contada por Gerard du Peloux, há 20 anos chefe da comissão de imprensa de Roland Garros. "Os brasileiros até então não vinham ao torneio para trabalhar", contou. "Só pediam a credencial para passear."
Há dez anos, o número de jornalistas não passava de 300. Era uma grande família com todos conhecedores e apaixonados por tênis. Mas ainda assim, o acesso à quadra central era restrito. A tribuna de imprensa estava em um lugar diferente de hoje e só os mais tradicionais tinham sua cadeira reservada.


