Cresce greve dos residentes de Curitiba
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terça-feira, 24 de agosto de 2010
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Uma semana depois de deflagrada a greve dos médicos-residentes em todo País, o movimento ganhou, nesta segunda e terça-feiras, a adesão dos profissionais dos dois estabelecimentos com maior número de bolsistas da Capital, o Hospital Evangélico (HC), com 151 residentes, e o Hospital de Clínicas (HC), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com 276 profissionais.
No Hospital Evangélico, cerca de 600 consultas pré-agendadas para ontem e anteontem tiveram que ser canceladas. Segundo a assessoria do hospital, a quantia corresponde a quase um terço dos atendimentos realizados por dia, que oscilam entre 1 mil a 1,2 mil. Os pacientes que tiveram as consultas desmarcadas terão que aguardar o fim da greve para reagendamento.
No HC, a expectativa era que a paralisação não acarretasse em cancelamentos, mas apenas em mais demora nos atendimentos, que serão feitos pelos médicos-preceptores dos residentes.
A principal reivindicação dos residentes é de reajuste de 38,7% no valor da bolsa-auxílio que passaria dos atuais R$ 1.916 para R$ 2.657. Os Ministérios da Saúde e Educação propõem 20%. A greve, de acordo com avaliação nacional, atinge 90% dos mais de 22 mil médicos que fazem especialização no País.
Em Londrina, os residentes também fizeram uma manifestação em frente ao Hospital Universitário e doaram sangue. De acordo com a superintendência do HU, o atendimento continua sob controle.


