Garmisch-Partenkirchen, Alemanha, 02 (AE-AP) - Da mesma forma que corporações internacionais estão usando o mercado mais livre para ganhar dinheiro ao redor do mundo, organizações criminosas estão usando as fronteiras mais abertas para desafiar a lei, revelaram hoje (02) participantes de uma conferência sobre o assunto realizada na cidade alemã de Garmisch-Partenkirchen.
Representantes de 22 países discutiram maneiras de lidar com a ameaça crescente do crime organizado desde a queda da Cortina de Ferro. Embora nenhuma medida concreta tenha saído da conferência, eles expressaram apoio a uma convenção internacional que unificaria estatutos sobre o crime organizados.
Cada vez mais, organizações criminosas estão trabalhando entre si por linhas étnicas e regionais. Por exemplo, quadrilhas russas estão negociando com cartéis de narcotraficantes colombianos para levar drogas para os Estados Unidos e Europa - utilizando informações previamente conhecidas sobre as rotas de drogas e enganando autoridades com um apanhado de jurisdições diferentes.
Thomas Fuentes, chefe da seção responsável por crime organizado do FBI, afirmou ter entrado em contato com casos que transcendem mais de 25 diferentes jurisdições. E não é só apenas em crime de rua convencional, como prostituição ou drogas, que o crime organizado está envolvido, afirma Fuentes.
Grupos como a máfia russa "podem operar nos degraus mais altos para ameaçar nossos sistemas bancários, nossos governos", completou Tom Pickard, diretor-assistente do FBI. Quadrilhas e máfias "não discriminam grupos - eles só têm uma questão na cabeça: ganhar dinheiro".
Para combater essa tendência crescente, disseram os participantes da conferência, é necessária uma maior cooperação entre países. Além disso, eles recomendam aos políticos que forneçam ferramentas legais para que os agentes responsáveis trabalhem tão facilmente quanto os criminosos além das fronteiras.
A conferência foi patrocinada pelo FBI, o Centro Europeu Marshall para o estudo da Segurança e o Ministério do Interior da Alemanha.

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