Curitiba - A adesão dos professores das instituições federais de ensino superior do Paraná à greve nacional segue crescendo. Segundo o Sindicato dos Professores da UTFPR (Sindutfpr), 90% dos docentes paralisaram as atividades, incluindo nos campi de Curitiba, Londrina, Apucarana, Campo Mourão, Ponta Grossa e Francisco Beltrão.
Na Universidade Federal do Paraná (UFPR), conforme a Seção Sindical da Associação dos Professores da UFPR (APUFPR), grande parte da categoria cruzou os braços, principalmente nos cursos ministrados no campus da reitoria, no centro da capital, e nos campi de Palotina (Oeste) e do Litoral. ''Vemos que a greve está forte porque professores de cursos como medicina também estão aderindo à paralisação. Eles estão descontentes com o último anúncio do governo'', afirmou Luiz Allan Kunzle, presidente da APUFPR.
Entre as reivindicações da categoria estão a carreira única com incorporação em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para cada regime de 20 horas, e percentuais de acréscimo relativos à titularidade e regime de trabalho. A categoria ainda pede valorização e melhorias nas condições de trabalho.
A presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Adunila), Gisele Ricobom, afirmou que a categoria decide hoje, em assembleia, se os 130 professores da instituição vão aderir.
Nacional
Segundo um balanço do Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior (Andes-SN), professores de 38 das 59 instituições federais aderiram à paralisação iniciada no último dia 17. O MEC informou que o plano de carreira de professores e funcionários deve ser aplicado somente em 2013. Segundo o MEC, as negociações salariais com a categoria começaram em agosto do ano passado, quando se acertou um reajuste de 4% - já garantido por medida provisória assinada no dia 11 de maio. O aumento será retroativo a março.

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