Cresce a procura por ratos
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sábado, 02 de março de 2002
Laura Knapp<br>Agência Estado 
São Paulo A procura por ratos e camundongos SPF (livres de parasitas, vermes ou bactérias) no Brasil tem crescido muito. No biotério da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) houve um aumento da demanda por ratos SPF de 40%, e de camundongos SPF de 25%, de 1999 a 2000. No mesmo período, a procura por ratos convencionais subiu somente 5% e de camundongos comuns, 3%.
A demanda por animais especiais tende a crescer mais, diz Luiz Eugênio Mello, diretor do Centro de Desenvolvimento de Modelos Experimentais para Medicina e Biologia (Cedeme), vulgo biotério. Em 2000, foram produzidos ali 20 mil ratos comuns e 2.500 geneticamente modificados, além de 10 mil camundongos comuns e 6 mil especiais.
No mundo inteiro, afirma Mello, a criação de animais de laboratório fica a cargo de multinacionais. Não chegaram ainda ao Brasil porque a tímida demanda não justificava o investimento. Agora, no entanto, a exigência por animais SPF será cada vez maior, inclusive de instituições particulares. O País já tem quase 2% da produção científica mundial, diz. A qualidade agora também tem que crescer, não só a quantidade.
A produção de ratos e camundongos de primeira linha é necessária para a realização de pesquisas de nível internacional. O uso de animais fora do padrão pode colocar em dúvida o resultado das pesquisas.


