Cresce a Expo Feira de Assunção
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sexta-feira, 08 de agosto de 1997
Redação 
DivulgaçãoGlobalizaçãoAlém de países da América do Sul, também participaram Alemanha, República Tcheca, Israel, China, Espanha e Estados UnidosA Expo Feira Internacional de Indústria, Agropecuária, Comércio e Serviços foi realizada em Assunção de 11 a 27 de julho, se firmando como o maior evento econômico do Paraguai. A Expo, que é organizada pela Associação Rural e União Industrial do Paraguai, contou com 1.250 empresas de 31 países.
Além de países da América do Sul, como o Brasil, Argentina e Bolívia, também participaram Alemanha, República Tcheca, Israel, China, Espanha e Estados Unidos. Mais de 1,5 milhão de pessoas visitaram a feira, entre elas, milhares de empresários dos países do Cone Sul que vieram comprar e também vender produtos.
O volume de negócios que, no início, estava avaliado em US$ 10 milhões, foi superado. Segundo os organizadores da Expo 97, durante a Terceira Roda de Negócios, realizada entre os dias 14 e 15, foram fechados contratos que somam mais de US$ 30 milhões, um resultado considerado bastante positivo. Em 1995, os negócios concretizados não ultrapassaram os US$ 4 milhões.
A roda de negócios foi organizada pela Bolsa de Subcontratação do Paraguai (BSP), entidade sem fins lucrativos e que tem a missão de facilitar as relações entre empresários paraguaios e estrangeiros. Não é possível haver uma exposição industrial sem que haja uma roda de negócios que sirva para juntar os empresários de diferentes países, disse o diretor da BSP, Luís Lima.
A Terceira Roda de Negócios possibilitou mais de 700 encontros entre 400 empresas de oito países e diversos setores, como alimentos, móveis, mecânico e informática.
Norte-americana De olho no Mercosul, estava a Florida Forcing Trade Association, entidade comercial que representa mais de 150 empresas norte-americanas do estado da Flórida.
Segundo a diretora da associação, Elizabeth Spitzer, o principal objetivo da viagem ao Paraguai foi conhecer a feira e saber quais produtos dos países do Mercosul podem ser comercializados.
Segundo a diretora, apesar do interesse, existe uma certa dúvida dos empresários norte-americanos quanto ao Mercosul.
Em geral, não se acredita muito na estabilidade econômica e no cumprimento dos acordos no tempo determinado. Mas essa idéia tem que ser mudada, já que o futuro está na estruturação dos blocos econômicos, e se os Estados Unidos não cooperarem, nós vamos ficar para trás, enfatizou Spitzer.


