São Paulo - Na segunda-feira, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) vai pedir ao Ministério Público Estadual a abertura de inquérito civil contra a aplicação de um tratamento que virou moda na cidade: a ''injeção cubana'' antifumo. O motivo foi a quantidade de reclamações recebidas de médicos questionando a segurança e a eficácia do produto. ''Só nos últimos três dias oito médicos apresentaram relatos formais contra essa injeção'', conta Henrique Carlos Gonçalves, primeiro-secretário do Cremesp.
Sem nome comercial, já que é resultado da mistura de substâncias, o remédio ficou conhecido como injeção cubana pelo fato de ter sido trazido - em parceria com o Instituto Menetrier de São Paulo - por um cubano, o biomédico radicado nos Estados Unidos Sergio Menendez.
O sucesso do produto é indiscutível. Em apenas dois meses, cem pessoas já tomaram as injeções. Cada uma desembolsou R$ 2.600,00. ''Por conta da demanda, vamos começar a aplicar também no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte'', conta Ana Cristina de Carvalho Barreira, médica responsável pelo Instituto Menetrier.
Os pacientes recebem na primeira consulta três injeções, tomam um comprimido manipulado a cada seis horas e ficam com um adesivo durante 15 dias. ''Depois disso a dependência física do cigarro acaba. Nosso índice de sucesso é de 80%'', diz Ana Cristina.
O problema apontados pelos médicos é que a combinação das três principais substâncias usadas na injeção podem trazer sérios riscos para a saúde do paciente.

mockup