São Paulo, 15 (AE) - O coordenador do IPC-Fipe, Heron do Carmo, admitiu hoje que as medidas de estímulo ao crédito devem pressionar os preços de alguns setores da economia, mas não comprometerão as metas inflacionárias fixadas pelo governo em 1999 e 2000. "Teremos uma economia mais aquecida com pressões localizadas", disse.
Segundo ele, alguns setores, como papel e celulose e produtos químicos, que tiveram os custos de produção pressionados pela desvalorização cambial e não repassaram esse aumento para o consumidor, tendem a elevar os preços à medida que aumentar a demanda.
"Pressões localizadas não são suficientes para pressionar a inflação a ponto de uma mudança significativa", afirmou Heron. Segundo ele, outros setores da economia, como o de bens de consumo duráveis e de automóveis, estão com uma capacidade ociosa tão grande que tendem a absorver um aumento de demanda. "O cenário deste fim-de-ano será muito melhor do que o dos últimos dois anos", afirmou.

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