Crédito deve corresponder a 31,2% do PIB em 2000, diz BBV
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quarta-feira, 13 de outubro de 1999
Por Rita Tavares 
São Paulo, 14 (AE) - A partir das medidas de estímulo ao crédito anunciadas hoje, o economista-chefe do Banco Bilbao Vizcaya, Octávio de Barros, acredita que a relação brasileira entre crédito/Produto Interno Bruto (PIB) será de 31,2% até o fim do ano 2000. Hoje, esta relação é de 29%. "É o início de um novo ciclo, onde o crédito passa a ter um papel mais relevante para os bancos", disse Barros. Na Argentina, a relação é pior do que no Brasil, sendo de 21%. Em países desenvolvidos, a relação crédito/PIB é muito superior: Reino Unido (124%), Espanha (81%) e Estados Unidos (67%), de acordo com informações de Barros.
Segundo o economista, as novas medidas permitirão a recuperação "lenta e gradual" da oferta de crédito no País. "Um salto de 2,2% é muito positivo", afirmou Barros, explicando que o aumento do crédito está condicionado à estabilização do estoque da dívida externa do País.
O mercado, de acordo com Barros, esperava que o governo anunciasse a redução do compulsório sobre depósitos à vista, o que não ocorreu. Ele aposta que essa medida virá na próxima reunião do Copom, em novembro. Segundo ele, durante a reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) no início do mês, o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, teria dito, em Washington, que o esse compulsório poderia chegar a 20% em um ano.
"A redução do compulsório sobre depósitos a prazo favorece a liberação de recursos para empréstimos, mas não é um determinante no curto prazo", disse Barros. "Esse compulsório era uma aberração e já era para ter caído há muito tempo." De imediato, apenas a redução do IOF nas operações às pessoas físicas deverá alterar os juros.


