Créditio educativo foi suspenso em 97
Brasília, 17 (AE) - Desde 1997 o governo não abre inscrições para a concessão de crédito educativo. Atualmente, cerca de 70 mil estudantes são beneficiados pelo programa, que vem encolhendo a cada semestre. O Ministério da Educação (MEC) estima que o crédito educativo atende a menos de 30% da demanda dos estudantes.
O índice de inadimplência no País é de 55%, mas em anos anteriores já chegou a ultrapassar 70%. A queda é resultado da renegociação das dívidas realizada no ano passado pelo MEC. Além de renegociar prazos para o pagamento das dívidas, o governo resolveu, na época, facilitar as condições de quitação do débito para os que haviam contraído empréstimo entre 1992 e 1994, período de inflação alta.
Conforme o último levantamento do MEC, relativo a situação neste mês, o Estado com maior taxa de inadimplência é Pernambuco
com 72,8% de pagamento em atraso, seguido pelo Pará, com 70,52%
e a Bahia, com 65,72%. Em São Paulo, o índice é de 41,48%.
O governo incluirá os alunos inadimplentes nas regras de cobrança da nova Associação Nacional de Crédito Educativo (Ance)
proposta pelo plano de reformulação da política de financiamento do ensino superior para carentes.





