São Paulo, 4 (AE) - O Crédit Agricole Indosuez, banco de investimentos da rede bancária francesa Crédit Agricole, deve encerrar suas atividades no País e em países emergentes em seis meses. O Indosuez havia tentado permanecer no Brasil com uma composição com os seus executivos, que não deu certo. Outras instituições internacionais têm interesse em assumir as atividades com os executivos do Indossuez, para criar um novo negócio no País. Nos próximos seis meses, o Indosuez manterá ativo o seu escritório em São Paulo, permitindo pleno atendimento dos seus atuais clientes. O Crédit Agricole Indosuez atuou no País por oito anos, assim como em outros países emergentes. No Brasil sempre foi conduzido por um pequeno grupo de executivos.
A informação da saída do Crédit Agricole do Brasil e de outros países emergentes, foi publicada na edição de hoje do jornal financeiro francês Les Echos, de Paris. Segundo o jornal, serão fechadas unidades que empregam cerca de 200 pessoas, sobretudo na Grã-Bretanha e no Brasil. Os executivos que estão no Crédit Agricole Indosuez em São Paulo vieram do Citibank, sendo bem conceituados no mercado.
No primeiro semestre do ano passado, o Crédit Agricole Indosuez informou que seu lucro líquido caiu 33% para US$ 64,6 milhões, porque a instituição elevou as provisões para cobrir sua exposição na ásia e em outros países de mercados emergentes. As provisões no período praticamente dobraram, para US$ 364,3 milhões, "em decorrência da crise na ásia e do agravamento da crise na Rússia", segundo informações da agência Dow Jones. A confirmação oficial do fechamento e o prazo de seis meses, foram obtidas no Brasil pela Agência Estado.

mockup