Creches de Curitiba enfrentam paralisação
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 13 de março de 2007
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Depois dos educadores - que fizeram mobilizações em fevereiro por melhorias salariais -, ontem foi a vez das funcionárias terceirizadas, que trabalham na limpeza dos Centros de Educação Infantil de Curitiba, paralisarem suas atividades. O protesto se deu por conta do atraso nos salários. Segundo o Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação (Siemaco), a empresa EBV - que tem contrato com a prefeitura - não estaria cumprindo com o pagamento no quinto dia útil, desde outubro do ano passado. Em fevereiro, os salários só teriam sido pagos no dia 20.
A prefeitura informou, por meio da assessoria de imprensa, que foram poucas as serventes que faltaram ao trabalho ontem e que não houve qualquer transtorno ao funcionamento dos centros. Como há outra empresa que presta serviços nas creches, outras funcionárias foram realocadas para substituir as faltosas. Informou, ainda, que intimou a empresa para depositar os salários, uma vez que o pagamento do contrato está sendo feito em dia.
O presidente do Siemaco, Manassés Oliveira, disse que a EBV alegou ter perdido postos de trabalho em outros órgãos do Estado e, por isso, estaria com desfalque de caixa para honrar salários. A justificativa, para ele, não convenceu. Para assegurar os vencimentos dos funcionários, o sindicato irá ingressar com uma medida cautelar, na Justiça do Trabalho, pedindo o bloqueio de créditos da EBV, informou o sindicalista.
De acordo com Oliveira, a EBV teria se comprometido a depositar os salários das funcionárias das creches - 285, segundo a prefeitura - na noite de ontem. Os trabalhadores que atuam em outros órgãos do município e Estado e empresas privadas só devem receber na quinta-feira.
A FOLHA entrou em contato com a EBV, mas a pessoa que atendia as ligações colocava o telefone no gancho sem dizer nada.


