Londrina - Uma fiscalização feita pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA-PR) constatou uma série de problemas no Terminal Urbano de Londrina. O mais grave é a existência de várias infiltrações no imóvel. Outros problemas são a altura dos extintores de incêndio, a falta de iluminação de emergência adequada e a existência de instalações elétricas danificadas. Também foram detectadas irregularidades no prédio do Sistema de Assistência à Saúde (SAS), que fica na esquina das ruas Souza Naves e Pará.
Outros problemas constatados no Terminal Urbano são a falta de corrimões nos dois lados das rampas e das escadas, piso inadequado nas rampas, falta de gerador de emergência e de sinalizações indicando rotas de fuga ou saídas de emergência. A bomba que alimenta os hidrantes também necessita de manutenção. Há também ferrugem em algumas estruturas que foram expostas à umidade.
De acordo com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), foi lançado ontem o edital de licitação para a realização de obras no terminal. O valor da reforma será no máximo de R$ 644.177,53 e o prazo para a conclusão é de 120 dias após a assinatura da ordem de serviço. O Terminal Urbano foi inaugurado em novembro de 1988 e tem fluxo diário de 120 mil pessoas.
Os fiscais do Crea constataram que o prédio tem instalações elétricas inadequadas, com fiações expostas, e problemas de fissuras e infiltrações, entre outras irregularidades. O prédio, que foi inaugurado em 1968, registra movimento diário de 600 pessoas. A assessoria de comunicação da Santa Casa, responsável pela administração do SAS, informou que irá se pronunciar somente após o recebimento do laudo técnico.
Segundo o gerente do Crea, Edson Tsuzuki, os laudos dos dois prédios devem ficar prontos em 30 dias e serão encaminhados aos responsáveis pelas edificações para que sejam realizadas as correções. Após o recebimento do laudo, os proprietários ''terão de 30 a 60 dias para tomar providências''. Caso contrário, o Crea pedirá a intervenção do Ministério Público para que as reformas sejam feitas.

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