Rio de Janeiro - Prever onde a terra poderá descer, soterrando casas, estradas e pessoas é muito difícil, mas uma ação preventiva permanente ajuda a reduzir as ocorrências e poupar vidas e destruição do patrimônio. Com esse ponto de vista, o Conselho de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) defende há anos a criação de um órgão estadual nos moldes do Geo-Rio municipal.
''Ninguém desconhece que o inverno é época de estiagem e o verão é a estação das chuvas. Na cidade do Rio, nos anos 1960, chuvas torrenciais derrubaram um prédio de 12 andares em Laranjeiras e várias casas em outros bairros. Foi tão assustador que o governo criou a empresa de geotécnica para detectar possíveis problemas futuros e promover as obras de contenção'', disse o presidente do conselho, Agostinho Guerreiro.
A falta de uma cultura preventiva para esse tipo de tragédia também foi criticada. ''Infelizmente, o Brasil não tem uma cultura preventiva, todo ano as chuvas se repetem em algum lugar do país, e toda década registramos pelo menos uma tormenta de grandes proporções'', ele diz, ressaltando que o estado do Rio se caracteriza por baixadas e regiões serranas agredidas em seu meio ambiente. ''Não podemos nem avaliar as agressões de 20 anos atrás, porque a preocupação ambientalista era muito diferente. Mas hoje sabemos que 90% da Mata Atlântica já se foram, pela ação predatória.'' (Agência Brasil)

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