O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio (Crea-RJ) instalou ontem uma comissão para investigar o acidente com a plataforma P-36. Fazem parte desse grupo representantes dos sindicatos dos petroleiros do Rio, de Duque de Caxias e do Norte-Fluminense, a Federação Única dos Petroleiros, o Clube de Engenharia e a Associação de Engenheiros da Petrobras, além de universidades que foram convidadas, mas ainda não definiram suas participações. ‘‘Queremos fazer uma análise técnica e aprofundada do que ocorreu na P-36 e também avaliar as condições de outras plataformas para que fatos como esse não se repitam’’, disse o presidente do CREA-RJ, José Chacon.
Na semana que vem, a comissão vai se reunir para definir uma lista de documentos que serão requisitados à Petrobras.‘‘Esperamos que a empresa forneça essas informações, mas se isso não ocorrer, vamos solicitar ao Ministério Público que faça formalmente o pedido’’, disse Chacon.
O ministro de Minas e Energia, José Jorge, considerou normal que os gastos da Petrobras para segurar plataformas, refinarias, dutos, dentre outros equipamentos, tenham sido maiores quase 500% em comparação ao desembolsado no ano passado. Na avaliação do ministro, apesar de não achar justo o preço de US$ 48,8 milhões cobrado pelo consórcio liderado pela Bradesco Seguros na licitação feita pela companhia, trata-se de uma regra do mercado.
O acidente com a plataforma P-36, que causou a morte de 11 petroleiros, na Bacia de Campos, na região norte do Estado do Rio, no dia 15, foi a principal causa para a elevação dos custos com a apólice.

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