Crea cobra adequações em prédios públicos
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terça-feira, 10 de julho de 2012
Danilo Marconi <br>Reportagem Local 
Londrina - O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) promete encaminhar denúncia à Promotoria do Patrimônio Público de Londrina sobre irregularidades estruturais e elétricas em quatro prédios públicos da cidade. As inspeções, feitas em março deste ano após o incêndio que destruiu o Teatro Ouro Verde, ocorreram na Biblioteca Municipal, Museu de Arte, Museu Histórico e no Camelódromo, que é uma unidade privada com finalidade pública.
As fiscalizações apontaram uma série de problemas na parte elétrica (fiação exposta, tomadas improvisadas, sobrecarga elétrica) e nas estruturas dos prédios (rachaduras, infiltrações, ferrugem, falta de guarda corpo em escadas). A maioria não tinha sequer projeto de prevenção e combate a incêndio.
Relatórios técnicos com caráter orientativo foram encaminhados à Prefeitura, Universidade Estadual de Londrina (UEL) e para a ONG Canaã, administradora do Camelódromo, cobrando adequações e apresentação de um plano de manutenção de obras. Os ofícios foram entregues na segunda quinzena de maio. Os órgãos ignoraram o prazo estipulado de 30 dias.
''O papel do Crea foi encerrado. O próximo passo é oferecer denúncia ao Ministério Público para que possa cobrar (providências dos órgãos), exigir (adequações)'', disse o relator de processos de fiscalização do Crea, Massanori Hara.
''O Crea não tem poder de estar solicitando providência, a ferramenta é a comunicação, a orientação. Dá a impressão que não houve atenção devida dos orgãos'', criticou o presidente do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal), Nilton Capucho. Ele também é membro do grupo de trabalho e avaliação de obras da Câmara de Engenharia Civil do Crea.
O Crea também busca, com essa discussão, implantar leis definindo regras para as manutenções de prédios públicos. ''Estamos estudando pedir uma lei ao município para que essas manutenções sejam feitas (rotineiramente). Assim, a prefeitura teria regras para que essas manutenções fossem seguidas'', explicou Massanori Hara.
O Núcleo de Comunicação informou que a prefeitura não foi notificada pelo Crea. A ONG Canaã encaminhou a demanda ao proprietário do imóvel, mas ele não foi localizado pela reportagem.
A UEL informou que algumas adequações foram realizadas em conformidade com o relatório apresentado pelo Crea, como instalações de pontos de luz de emergência, acondicionamento da mangueira e aquisição de guarda corpo para as escadas do Museu Histórico. O projeto de prevenção e combate a incêndio está sendo elaborado pela Pró-Reitoria de Planejamento. A assessoria de imprensa ainda relatou que cronograma de obras será encaminhado em breve ao Crea.


