Em 2003, o Centro-Oeste brasileiro assumiu a liderança quanto ao maior número de pessoas envolvidas em conflitos, 310.592, ou 26,09% do total. Também teve o maior número de pessoas despejadas: 62.995, o que representa 35,7% do total. Segundo a CPT os dados indicam uma ''verdadeira operação de guerra'' contra os sem-terra nessa região. Em Mato Grosso, os números revelam que 40,8% da população rural esteve envolvida em conflitos, sendo que 6,2% sofreram despejo. Mas o Pará continua sendo o Estado mais violento, com 33 dos 73 assassinatos registrados. Em Mato Grosso, foram mortas 9 pessoas mas, considerada a população rural, o coeficente é o mais alto. Para a CPT, o desenvolvimento do agronegócio nessa região estaria na raiz do aumento na violência.
O relatório analisa também o trabalho escravo. Foram denunciadas 240 ocorrências, tendo sido fiscalizadas pelo Ministério do Trabalho 154 situações, com a libertação de 5.010 trabalhadores submetidos a condições análogas a de trabalho escravo. O número representa 52,2% do total de trabalhadores libertados desde que foi criado o Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo, do Ministério do Trabalho, em 1995.(A.B.)

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