Cerca de 40 mil pessoas são esperadas amanhã em Paranacity (66 quilômetros de Maringá), para a 13ª Romaria da Terra do Paraná, que tem como tema ‘‘Terra libertada, fruto partilhado, povo feliz’’. A escolha de Paranacity para a realização da romaria se deve ao assentamento da Cooperativa de Produção Agropecuária Vitória (Copavi), que é um dos assentamentos melhor estruturados no Estado. A área de 96 alqueires foi desapropriada há cinco anos e hoje abriga 25 famílias.
A Copavi possui criações de gado leiteiro e de corte, frango e suínos, além da produção de hortaliças e aguardente. A intenção da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que organiza a romaria, é de mostrar um exemplo concreto de resultados através do assentamento de famílias sem-terra. O tema do encontro, defende a CPT, ‘‘mostra que a terra liberta produz o fruto partilhado’’. Cada romaria tem um tema específico, sempre ligado às questões agrárias do Paraná. No ano passado mais de 30 mil pessoas participaram da manifestação no acampamento da fazenda Giacomet, em Rio Bonito do Iguaçu, centro do Estado.
Romeiros de todo o Paraná e estados vizinhos vão se concentrar na área urbana de Paranacity, a partir das 9 horas. Até as 11 horas haverá apresentações de grupos religiosos e manifestações de fé. Em seguida a romaria se desloca até a sede da Copavi, na saída da cidade para Nova Esperança, com caminhada de aproximadamente uma hora. No assentamento os trabalhadores terão a oportunidade de assistir a apresentações artísticas e debater a questão agrária. Uma missa seguida da partilha de alimentos produzidos pela Copavi encerra a romaria. O bispo-auxiliar de Curitiba, dom Ladislau Biernaski, vice-presidente nacional da CPT, será o coordenador da romaria.Arquivo FolhaReforma agráriaNo ano passado mais de 30 mil pessoas participaram da manifestação na fazenda Giacomet, em Rio Bonito do IguaçuMarcos Zanatta

mockup