Curitiba- O Paraná foi o segundo estado com o maior número de famílias 1,7 mil despejadas pelas ''milícias armadas'', em 2003, e também figurou entre os estados onde aconteceram mais mortes de trabalhadores rurais sem-terra. Em todo o País, 73 sem-terra foram mortos número 69,8% superior a 2002 e o maior dos últimos 12 anos. Quatro mortes aconteceram no Paraná. Os dados integram o relatório ''Conflitos no Campo Brasil'' da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que será divulgado nacionalmente hoje quando também acontece a 7 Grande Celebração dos Mártires da Terra para relembrar os 46 trabalhadores rurais assassinados desde 1984, quando surgiu o MST.
Para o representante da CPT no Paraná, Jelson Oliveira, os números mostram que, mesmo com a disposição de resolver os conflitos sem uso de força policial, ''o governador Roberto Requião (PMDB) não conseguiu deter a ação das milícias privadas''. Outro ponto do relatório que chama atenção, segundo ele, é que a maioria dos conflitos do País (310,5 mil) aconteceu na região Centro-Oeste, em áreas onde há expansão do agronegócio.
Em praticamente todos os critérios de registro utilizados pela CPT, o Paraná aparece entre os cinco primeiros. O Estado registrou 60 áreas de conflito, envolvendo 10.725 famílias. Em 2003 ocorreram no Estado 7.997 promoveram 51 novas ocupações.

mockup