Dezessete trabalhadores rurais e líderes sindicais foram assassinados este ano em todo o País. A denúncia foi feita ontem pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). De acordo com a comissão, sete camponeses e sindicalistas foram assassinados no Estado do Pará desde julho. No sábado passado, o líder sindical Miguel Freitas da Silva foi morto a tiros no município de Tucuruí.

''Com a morte de Freitas da Silva, presidente da Associação de Trabalhadores Rurais de Ipaú (a 70 km de Tucuruí, sul do Estado do Pará) se eleva a sete o número de assassinatos de camponeses e sindicalistas nesse Estado entre julho passado e 1º de setembro'', disse à AFP o coordenador regional da CPT, Jacques Pinto.

A CPT é uma entidade vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Os integrantes da comissão atribuem estes crimes ''a pistoleiros profissionais contratados por latifundiários descontentes com a ação de sindicalistas que estimulam a ocupação de fazendas improdutivas por camponeses sem terra''.

Freitas da Silva, por exemplo, encabeçava desde maio de 2000 a ocupação de uma fazenda em Ipaú, acrescentou Pinto. Ele foi morto no dia em que se celebrava a missa de sétimo dia de outro sindicalista, Ademir Alfeu da Silva, assassinado em Altamira (PA).

Freitas da Silva estava com sua filha de 12 anos quando dois homens dispararam em seu peito.

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