CPT alerta para tensão crescente
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terça-feira, 11 de março de 2003
Agência Estado 
São Paulo A coordenação da Comissão Pastoral da Terra (CPT) está prevendo o agravamento das tensões na zona rural. A causa disso seria a resistência dos ruralistas aos projetos do governo de intensificar o processo de reforma agrária. Segundo Antônio Canuto, da coordenação nacional da CPT, os ruralistas até agora não aceitaram a decisão do governo de indicar pessoas ligadas à causa dos sem-terra para cargos no Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
''Os ruralistas sempre foram a classe mais reacionária do Brasil, sempre impuseram sua força contra o avanço da reforma agrária e não se conformam com a presença de pessoas favoráveis a mudanças em cargos do governo'', disse Canuto. ''Não querem abrir mão de seus privilégios.'' Para ele, além de exigir a troca dos nomeados, os ruralistas vão procurar cada vez mais caracterizar os sem-terra como foras-da-lei.
A CPT divulgou uma nota em que declara apoio ao ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, e ao presidente do Incra, Marcelo Rezende, pelo fato de terem repudiado a idéia de recorrer à polícia para conter invasões de sedes de instituições públicas. ''Isso demonstra a nova e esperançosa realidade advinda do governo Lula'', avalia a comissão na nota.


