CPMF pode deixar veículos 1% mais caros
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terça-feira, 15 de junho de 1999
Por Lu Aiko Otta 
Brasília, 16 (AE) - A volta da cobrança da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) a partir de amanhã terá um impacto de 1% no preço final dos automóveis, informou hoje o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), José Carlos Pinheiro Neto. Ele ressaltou, porém, que o repasse do aumento ao consumidor será decidido por cada montadora. Acrescentou, ainda, que o repasse não necessariamente será imediato.
Pinheiro Neto afirmou que a elevação dos preços em 1%, caso ocorra, não afetará o andamento do acordo emergencial firmado entre governo e montadoras, pelo qual o preço dos automóveis ficaria estável pelo prazo de 60 dias. "O governo deveria ter pensado nisso antes de aumentar os impostos", comentou. Segundo o presidente da Anfavea, o tributo deve ser considerado separadamente do preço.
O acordo emergencial vigora até o final de agosto e, ao final desse prazo, não deverá ser prorrogado. Em São Paulo, o acordo deverá ser substituído por um programa de renovação de frota que prevê o pagamento de bônus a proprietários de veículos com mais de 15 anos de uso, na troca por um zero quilômetro. Pinheiro Neto informou que uma parte do programa, a que trata da reciclagem dos carros velhos, já está praticamente fechada, num acordo entre as montadoras, o grupo Gerdau e a Belgo-Mineira.
Falta ainda definir a parte legal, segundo informou o presidente da Anfavea. Entre elas, está a definição do que vem a ser um carro, para que donos de sucatas não se candidatem a receber o bônus. Pinheiro Neto informou que o custo da reciclagem deverá ser bancado pelas montadoras. Já o valor do bônus deverá ser dividido da seguinte maneira: montadoras pagam R$ 300,00, revendedoras outros R$ 300,00 e o governo de São Paulo entraria com R$ 500,00 para carros a gasolina e R$ 900,00 para carros a álcool.


