Brasília, 22 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso disse hoje que a prioridade do governo no Congresso é a aprovação da emenda constitucional que prorroga e aumenta a alíquota da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), único ponto pendente do programa de estabilidade fiscal com que pretende aumentar a arrecadação em R$ 28 bilhões ao longo deste ano. Em reunião com um grupo de ministros à noite no Palácio da Alvorada, o presidente pediu empenho aos seus operadores políticos para esclarecer as bancadas dos partidos aliados e viabilizar uma rápida aprovação da emenda.
"Queremos votar na comissão especial na semana que vem e levar a emenda ao plenário no dia 8 de março", adiantou o ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga. "A prioridade do governo é a CPMF", afirmou o ministro tucano, um dos articuladores políticos do governo. A orientação do presidente aos ministros foi a de repetir a mobilização conjunta que culminou na aprovação da contribuição dos servidores inativos no ano passado. Também estiveram na residência oficial o ministro da Previdência, Waldeck Ornelas; da Justiça, Renan Calheiros; do Trabalho, Francisco Dorneles; do Meio Ambiente, Sarney Filho e da Saúde, José Serra. O presidente convidou ainda, o secretário de relações institucionais do Planalto, Eduardo Graeff; e o secretário de assuntos federativos, José Abrão.
Amanhã (23), será aberta a sexta sessão para contar o prazo na tramitação da CPMF, de um total de 10 estabelecido para a apresentação de emendas. A comissão deverá receber os dossiês explicativos da origem e destino dos recursos do chamado "imposto do cheque", enviados pelos ministérios da Fazenda, Saúde e Previdência. "Todos os ministros foram solícitos e os 30 membros da comissão receberão as cópias dos documentos amanhã", afimou o líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE).

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