São Paulo, 28 (AE) - O secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Yoshiaki Nakano, considera uma "estupidez" a cobrança da Contribuição Provisória de Movimentação Financeira (CPMF), por causa de seus efeitos no custo dos investimentos no País e na perda de competitividade em relação ao mercado externo. Ele fez a crítica ao deixar o prédio da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), após o leilão de privatização da Cesp-Paranapanema.
O presidente da Bovespa, Alfredo Rizkalah, também aproveitou a ocasião para condenar a CPMF. Na entrevista coletiva, após o leilão da Cesp Paranapanema, ele qualificou o tributo como um "equívoco fiscal" que está matando o mercado de capitais, referindo-se à taxação da CPMF nas bolsas. Ele afirmou, na presença do governador Mário Covas (PSDB), que a Bovespa está atualmente com movimento de apenas US$ 150 milhões ao dia, contra uma média de US$ 1 bilhão no ano passado.
Segundo o presidente da Bovespa, 90% dos negócios antes realizados em São Paulo estão sendo feitos na Bolsa de Valores de Nova Iorque por causa da CPMF. Além disso, Rizkalah observou que as empresas estão fechando o capital, uma vez que o mercado secundário de ações está definhando.
Rizkalah disse que o mercado de crédito está paralisado e a única via para os financiamentos seria o mercado de capitais
que está "definhando devido à CPMF de 0,38%. Ele disse ainda que o mercado está sendo exportado para as bolsas no exterior, o que pode comprometer o programa de privatização no Brasil. "Para alguns, a CPMF de 0,38% é pequena, mas para o mercado de capitais é mortal", afirmou Rizkalah.Por Rodney Vergili ATENÇÃO EDITOR: Esta retranca amplia informações, com novo texto.

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