São Paulo, 25 (AE) - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) vai requerer uma suposta fita de áudio, que, segundo o ex-funcionário "intocável" da Administração Regional da Penha Sílvio Rocha de Oliveria, conteria a gravação de uma conversa sua com o empresário e coordenador Comitê de Propaganda da campanha do ex-prefeito Paulo Maluf, Calim Eid.
O advogado Samir Achoa confirmou hoje que Rocha lhe entregou "a mais ou menos um ano e meio uma fita cassete; não de vídeo." Achoa explicou que a fita foi gravada havia, pelo menos
três anos. "Eu não ouvi, mas uma das minhas secretárias ouviu a gravação e disse que o som é muito ruim", explicou. "Segundo ela, fala a respeito de um assunto particular que teria acontecido com o ex-prefeito Paulo Maluf", disse.
Achoa esclareceu que como a fita lhe foi entregue por ser advogado de Rocha não irá entregá-la à CPI, pois a lei lhe proíbe isso. "Só se os integrantes da comissão conseguirem algo na legislação que me obrigue a fazê-lo ou se o próprio Rocha me autorizar", acrescentou.
De acordo com Rocha, essa teria sido a conversa na qual Eid acertou o suposto pagamento de U$ 50 mil para que o ex-funcionário da Regional da Penha comprasse um imóvel e não levasse adiante a acusação de que Maluf seria o pai de uma de suas netas. Maluf negou a acusação e distribuiu uma fita de vídeo, na qual Rocha desmente todas as acusações. Eid negou qualquer reunião particular com Rocha. Ele afirmou que essa suposta fita estaria com ex-deputado federal e advogado, Samir Achoa.
O assessor de imprensa de Maluf, Adílson Laranjeira, enviou hoje uma gravação na qual Rocha desmente as acusações contra o ex-prefeito de São Paulo. Laranjeira pediu ao presidente da Câmara Municipal, Armando Mellão (sem partido), a exibição do conteúdo na TV São Paulo - do Legislativo de São Paulo - da mesma forma que a que contém as acusações foi exibida.
Mellão encaminhou a fita para a CPI. O presidente da comissão, vereador José Eduardo Martins Cardozo (PT), requereu informações para saber se o depoimento foi gravado após Rocha depor à CPI. Os veradores governistas exigiram, então, a confirmação da data em que foi gravada a fita com as acusações. A CPI aprovou, também, que Sílvio Rocha de Oliveira forneça cópia do contrato de compra e venda do imóvel no qual reside.

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