Brasília, 11 (AE) - Os integrantes da CPI do Judiciário decidiram hoje quebrar o sigilo bancário e fiscal de Alexandre Mendonça, assessor e homem de confiança do vice-presidente do Tribunal de Justiça do DF, desembargador Asdrúbal Zola Vasquez Cruxên. Mendonça entrou na lista de pessoas que estão sendo investigadas depois da descoberta em sua conta de um cheque emitido por um dos administradores da herança administrada por Cruxên.Os advogados do menor Luiz Gustavo Nominato acusam o juiz de dilapidar com o patrimônio deixado por seu pai, Washington Nominato, quando atuava na Vara de àrfãos e Sucessões de Brasília.
Asdrúbal Cruxên nomeou administradores dos bens do espólio Wellington Kuhlann Pereira, Flávio Rumens Talamonte e Ubirajara Barros Teixeira. A CPI mantém sigilo sobre qual deles teria emitido esse cheque. As suspeitas sobre a conduta do assessor de Cruxên se fortaleceram com a chegada à comissão de documentos provando que ele é dono de uma casa e de dois apartamentos em áreas privilegiadas de Brasília e de possuir dois carros importados. O patrimônio é considerado com a sua renda de técnico do Judiciário, mas nele não quis comentar a decisão da CPI.
Na reunião administrativa de hoje, os senadores decidiram fazer novas gestões na tentativa de convencer o juiz Luiz Beethoven Giffoni a depor na CPI. Ele é acusado de participar de um esquema de adoção ilegal de crianças. Beethoven quer ser ouvido em São Paulo, onde atua.

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