Rio Branco, 10 (AE) - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa do Acre que investiga a quebra do Banacre vai denunciar o ex-governador do estado Orleir Cameli (PFL) pelo desvio de R$ 47 milhões do Fundo Previdenciário Estadual. O presidente da CPI do Banacre, deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), está convencido de que esse desvio causou a falência do banco estatal acreano.
"Temos de saber quem ficou com o dinheiro do banco", afirma o deputado Magalhães, que já recebeu 14 ameaças de morte após iniciada a investigação sobre a falência do banco. Devido às ameaças, Magalhães anda com proteção da Polícia Militar e também já recorreu à Polícia Federal.
Cameli já responde a processos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por uso de cinco CPFs, fraude em licitação pública
falsidade ideológica, contrabando e outros crimes. Agora, o ex-governador é acusado pela CPI do Banacre de extinguir o Fundo Previdenciário dos servidores estaduais e sumir com o dinheiro.
Para acabar com o Fundo, Cameli usou o argumento de que os R$ 47 milhões seriam utilizados na construção de casas populares destinadas aos servidores, o que não aconteceu.
O ex-governador foi convocado a depor na CPI depois do recesso parlamentar. Também devem depor os ex-governadores Edson Cadaxo (PSDB) - atual vice-governador do Acre - e Romilgo Magalhães (PPB). Estão sendo convocados também mais 65 empresários, favorecidos por operações de crédito suspeitas de irregularidades.

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