CPI vai apurar denúncias de irregularidades em coleta e varrição de lixo em São Caetano do Sul
São Paulo, 29 (AE) - A Câmara Municipal de São Caetano do Sul aprovou, por unanimidade, constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar denúncias de irregularidades praticadas pela empresa Transbraçal, que presta serviço de coleta e varrição de lixo à prefeitura do município. "Essa CPI foi criada mais para abafar do que apurar as denúncias", lamentou o vereador Horácio Neto (PT). Embora ele tenha sido o autor do pedido da formação da CPI, Neto foi mantido fora da comissão.
"Os vereadores governistas fizeram uma manobra para que eu não participasse", afirmou. Dos 21 vereadores que compõem a Câmara, apenas dois são da oposição. "O mais absurdo é que a CPI também irá me investigar", se queixou Neto. "A investigação é porque eu fiz a denúncia há dois anos, mas só agora pedi a CPI". De acordo com representação feita ao Ministério Público, o vereador disse que em 97 começou a investigar o contrato entre a empresa Transbraçal e a prefeitura. A sua atenção foi chamada pelo "vultoso valor da dívida de quase R$ 7 milhões, relativa apenas aos meses entre setembro e dezembro de 96".
O vereador petista disse que para se ter uma idéia da distorção nos valores dos serviços "basta dizer que enquanto a prefeitura de São Caetano pagava, em 96, R$ 105,18 por quilômetro varrido de ruas, o vizinho município de Santo André pagava apenas R$ 17,96 por quilômetros de varrição". Além disso
a prefeitura de São Caetano alugava veículos por preços exorbitantes. "Um carro popular custava R$ 3.042,38 por mês, enquanto o valor de mercado, um ano depois das medições, era de R$ 1.050,00", disse o vereador.





