CPI vai analisar material apreendido
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quinta-feira, 11 de abril de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - O vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico, Fernando Francischini (PEN-PR), teve acesso ontem à toda a documentação apreendida em Curitiba, no apartamento de Audelino de Souza, conhecido como Lino, suspeito de intermediar adoções supostamente ilegais no Paraná. Além de todo o material, o deputado também recebeu uma cópia do depoimento prestado pelo suspeito na noite de quarta-feira, na sede da Polícia Federal (PF), em Curitiba.
O material será analisado e discutido na próxima quinta-feira, na capital, durante as audiências públicas que a CPI vai promover. Segundo Francischini, o suspeito que foi afastado da ONG Limiar Brasil, intermediava a adoção de 20 crianças por ano no Paraná, desde 1999.
O delegado da PF na capital, Renato Lima, que acompanhou o depoimento de Audelino, informou que ele alegou inocência. "Ele afirmou que tudo o que fez foi de acordo com os trâmites legais e que tem a consciência tranquila. Também contou que todo o dinheiro recebido foi fruto de doações e que não eram obrigatórias", disse.
Francischini ainda destacou que durante as audiências públicas que acontecerão em Curitiba serão debatidas propostas de alteração na legislação sobre o tráfico de pessoas. Além disso, autoridades e familiares que fizeram denúncias sobre os casos de adoções ilegais também deverão ser ouvidas.
"Temos certeza que a ONG atuou irregularmente no País. Conseguirmos apurar casos no Paraná, São Paulo e em Pernambuco. Conforme as investigações o Lino recebia US$ 9 mil por criança adotada. Além do caso de São João do Triunfo estamos investigando situações em mais cinco cidades do Estado'', ressaltou o deputado.
Ele ainda destacou que a cada dia novas denúncias chegam sobre o assunto e que a CPI já entrou em contato com o governo norte-americano para tentar descobrir a situação destas crianças atualmente. Além disso já está marcada uma reunião com o embaixador norte-americano em Brasília para discutir a questão. "Queremos saber onde estão estas crianças e muito provável a CPI vai requerer a repatriação de todos", completou.


