São Paulo, 06 (AE) - O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fiscais, vereador José Eduardo Martins Cardozo (PT), afirmou hoje que vai convocar o empresário Antônio Alécio para depor na comissão. Alécio afirmou ter pago cerca de R$ 20 mil de propina em 1998 para manter os dois galpões que mantém na Vila Anastácio, na zona oeste da cidade. O empresário tem oito galpões na região, mas disse só ter enfrentado problemas com dois deles, porque os demais funcionam com as portas fechadas. De acordo com Alécio, do total da verba paga como propina R$ 17,5 mil foram para o fiscal Evódio Augusto dos Santos e R$ 2,5 mil para Maria Helena Bedeshi Golçaves, que seria funcionária do gabinete do vereador José Izar (PFL) mas trabalhava na Administração Regional da Lapa. Alécio disse que as negociações eram feitas na própria regional. "Ali era um mercadão", afirmou.
Os moradores das região convivem diriamente com o incômodo e a poluição causada pelos caminhões atraídos pelas transportadoras que permacem funcionando no local, apesar de não terem alvará. Em alguns casos, os pedidos de concessão de alvará foram inderidos pela Administração Regional da Lapa, mas curiosamente não foram publicados no Diário Oficial do Município.
"Essa denúncia é gravíssima e vamos convocar todas as pessoas envolvidas, porque as informações reveladas têm grande importância para as investigações da CPI", afirmou Cardozo. Posto de gasolina - O inspetor da Secretaria de Direito Econômico, Paulo Cremonesi, foi ouvido hoje na CPI dos Fiscais e disse que alertou a Prefeiura sobre irregularidades em postos de gasolina da cidade. De acordo com Cremonesi, o ex-secretário municipal da Habitação Lair Krahenbuhl chegou a acompanhá-lo numa inspeção, mas acredita que exista a necessidade de um programa efetivo para manter a segurança da população.
O diretor do Departamento de Controle e do Uso de Imóveis (Contru), Carlos Alberto Venturelli, disse que a Prefeitura sempre esteve atenta ao problema, tanto que marcou há dez dias reuniões com técnicos do governo estadual para dicustir a nova portaria sobre o tema.O vereador Antônio Goulart (PMDB) já havia apresentado requerimento para apurar se houve ou não omissão por parte da Prefeitura.

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