CPI sobe 0,4% em setembro; número não tira incerteza
Nova York, 19 (AE-AP-DOW JONES) - A inflação continuou crescendo em setembro, no maior ritmo desde abril, mas dentro do que esperavam os economistas. Segundo o Departamento do Trabalho
o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,4% em setembro, enquanto o núcleo - que exclui os setores voláteis de energia e alimentos - avançou 0,3%. Em doze meses, o CPI acumula alta de 2 6%, a maior elevação desde março de 1997.
O Departamento do Comércio atribuiu a elevação no índice de preços ao consumidor ao avanço de 1,7% nos preços de energia, que subiram 2,7% em agosto. O custo do combustível avançou 6,2% em setembro, a maior alta em quase três anos. O preço dos alimentos avançou 0,2% em setembro, pelo terceiro mês consecutivo. O Departamento informou ainda que a alta no núcleo do índice foi provocada por avanço nos preços dos cigarros e dos vestuários. Os preços do tabaco subiram 6,5%, maior alta desde dezembro. No setor de automóveis, os preços dos veículos novos avançaram 0,2% em setembro.
Os mercados estavam na expectativa do CPI por causa dos fortes números do PPI, divulgados na semana passada. Alguns analistas, no entanto, deram pouca atenção à elevação no PPI, prevendo que a alta do preços dos setores de tabaco e de automóveis, que puxou o índice para cima, não deverá se repetir. Traders dizem, no entanto, que a divulgação dos números favoráveis do CPI não deve encerrar o debate sobre o futuro da política monetária norte-americana. Embora o CPI não aponte surgimento de forte pressão nos preços, economistas advertem para que não se espere mais por boas notícias sobre a inflação. Eles argumentam que a recuperação das economias no resto do mundo, somada ao persistente aquecimento do mercado de trabalho norte-americano pode levar os preços a subir.





